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Tensões na Ásia Ocidental: Japão aumentará o uso de energia a carvão em meio à crise energética

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governo do Japão Decidiu aliviar temporariamente as restrições às centrais eléctricas a carvão, uma vez que enfrenta uma crise energética ligada aos conflitos na Ásia Ocidental. As autoridades disseram que a medida visava garantir um fornecimento estável de eletricidade à medida que aumenta a incerteza sobre as importações de combustíveis, informou a AFP.

Segundo o Ministério da Indústria, a proposta foi apresentada e aprovada em reunião do painel governamental.

“Dada a situação actual que afecta os preços dos combustíveis no Médio Oriente, acreditamos que a incerteza relativamente ao futuro fornecimento de GNL aumentou”, disse um responsável presente na reunião, segundo a AFP.

Restrições serão relaxadas por um ano

Até agora, as empresas de energia no Japão eram obrigadas a limitar as operações das centrais a carvão, conhecidas pelas suas elevadas emissões de carbono, a cerca de 50 por cento da capacidade.

Ao abrigo do novo plano, o governo permitirá que centrais a carvão mais antigas e menos eficientes estejam totalmente operacionais durante um ano, a partir do novo ano fiscal, em Abril. O responsável acrescentou que está a aumentar gradualmente. à base de carvão A produção de energia ajudará a “garantir a confiabilidade de um fornecimento estável”, segundo a AFP.

Excesso de dependência da energia térmica

O Japão depende fortemente de centrais térmicas, que produzem cerca de 70% da sua electricidade.

i) O carvão representa aproximadamente 30 por cento do combustível utilizado
ii) O gás natural liquefeito (GNL) representa os outros 30 por cento
iii) A contribuição do petróleo é de aproximadamente 7 por cento

O governo estima que esta medida poderá poupar cerca de 5.00.000 toneladas de GNL e ajudar a reduzir a pressão sobre as importações de gás.

Impacto do conflito na Ásia Ocidental

A decisão veio após confrontos contínuos Ásia Ocidental interrompeu o fornecimento global de energia. As ações do Irão, incluindo o encerramento parcial do Estreito de Ormuz e o ataque a instalações energéticas, tornaram os envios de combustível incertos e mais caros.

O Japão é particularmente vulnerável porque mais de 90% das suas importações de petróleo provêm do Médio Oriente e cerca de 10% das suas importações de GNL provêm da região. Para gerir a situação, o Japão também começou a libertar algumas das suas reservas estratégicas de petróleo.

Tendência regional para o carvão

O Japão não está sozinho no recurso ao carvão. Outros países asiáticos, incluindo a Coreia do Sul, que planeia suspender os limites à energia a carvão e aumentar a produção nuclear, também estão a aumentar a dependência de fontes de energia tradicionais, enquanto as Filipinas estão a aumentar a produção de energia a carvão para controlar os custos de electricidade.

Estas medidas destacam a forma como os países estão a dar prioridade à segurança energética num ambiente de incerteza global.

(via entradas AFP)

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