O jornalismo esportivo argentino está de luto. Esta sexta-feira à noite foi morto Ernesto Cherquis Bialo aos 85 anos.
Depois de enfrentar um delicada condição de saúde resultante de leucemiao homem que deu voz e letra à maioria dos maiores feitos do nosso esporte deixou um grande legado.
Cherquis Bialo, nascido em Montevidéu, Uruguai, mas argentino por adoção, foi a alma da época de ouro do jornal Os gráficosonde ingressou em 1963 e Ele se tornou editor-chefe entre 1982 e 1990. Sob o apelido Robinsoncobriu mais de 140 lutas de boxe.
Sua capacidade de analisar o jogo e o contexto social o fez transcender o papel. Foi um rosto conhecido na televisão e uma voz inconfundível no rádio, onde ganhou quatro prêmios Martín Fierro.
Cherquis não apenas contou a história, mas fez parte dela. Ele foi o responsável pela redação “Eu sou o Diego do povo”Autobiografia de Diego Armando Maradona e também biografia de Carlos Monzón.
Em sua última fase profissional, atuou como gerente de mídia da AFA sob a administração de Julio Grondona e continuou a lançar sua lucidez em colunas para Informações e peças em C5N sim Rádio 10.
Há apenas dois anos, A Assembleia Legislativa de Buenos Aires o declarou uma personalidade marcante na cidade e na última sexta-feira o jornalismo demitiu um dos seus maiores expoentes.
FMZ



