A empresa de gestão de direitos musicais BMG processou a Anthropic, acusando a empresa de inteligência artificial de “violar imprudentemente” os direitos dos compositores, desde estrelas vencedoras do Grammy até artistas emergentes.
Em uma ação movida em um tribunal federal da Califórnia, o BMG afirma que a Anthropic usou letras de artistas como Justin Bieber, Bruno Mars, Ariana Grande e Rolling Stones para treinar seu chatbot Claude sem permissão. A empresa afirma que a violação remonta ao início da Anthropic, quando a empresa supostamente usou ferramentas automatizadas de raspagem para copiar texto de sites públicos e bibliotecas piratas online ilegais.
“A conduta ilegal da Anthropic não termina com essas múltiplas violações diretas”, diz a denúncia, obtida por Pedra rolandoReivindicações. “A Anthropic também facilita, promove e lucra com a violação de direitos autorais por parte de seus licenciados e usuários de seus modelos Claude.” A ação alega que a Anthropic é secundariamente responsável por infrações contributivas e indiretas relativas a esses usos.
A Anthropic não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. A empresa foi fundada em 2021 por ex-funcionários da OpenAI, o laboratório de pesquisa por trás do ChatGPT. O novo processo é o mais recente de uma onda de processos contra empresas de inteligência artificial.
Na reclamação de 47 páginas, o BMG argumenta que a Anthropic claramente treinou seus modelos na música gerenciada pelo BMG porque Claude voluntariamente forneceu aos usuários todas ou porções substanciais das músicas no topo das paradas “Uptown Funk” de Bruno Mars, “You Can’t Always Get What You Want” dos Rolling Stones e “What a Wonderful World” de Louis Armstrong.
“O BMG nunca autorizou a Anthropic a usar suas composições protegidas por direitos autorais em conexão com Claude”, diz o processo. Acrescenta que a Anthropic não respondeu a uma carta de cessação enviada em dezembro de 2025 nem participou em negociações de licenciamento.
O BMG afirma que o rápido crescimento da Anthropic não justifica as supostas violações. “Gerações de inventores trouxeram novos produtos revolucionários ao mercado, respeitando as leis de direitos autorais”, afirma a denúncia. “O rápido desenvolvimento de novas tecnologias pela Antrópico não é desculpa para suas flagrantes violações da lei.”
O BMG está buscando indenização de até US$ 150.000 por trabalho supostamente violado, bem como uma ordem judicial exigindo que a Anthropic divulgue detalhes de seus dados de treinamento, métodos e capacidades de modelagem, incluindo a identificação de todos os materiais controlados pelo BMG usados. O processo também acusa a Anthropic de continuar com sua suposta infração, apesar dos crescentes desafios legais.
“A Anthropic pode cessar sua conduta infratora a qualquer momento”, afirma a denúncia. “Apesar das repetidas ações judiciais de criadores e proprietários de várias obras protegidas por direitos autorais e de uma solicitação específica por escrito do BMG para impedir a má conduta em questão neste processo, a Anthropic recusou-se a fazê-lo, zombando assim de seus princípios fundamentais declarados de desenvolvimento de um modelo de IA melhor e ‘amplamente ético’.



