A imprensa norte-americana anunciou que Alexander Butterfield, antigo conselheiro de Richard Nixon na Casa Branca, que acelerou a sua demissão em 9 de agosto de 1974, ao anunciar que todas as conversas do presidente em 1973 foram gravadas, morreu na segunda-feira, aos 99 anos.
Em julho de 1973, Alexander Butterfield, ouvido perante o comitê investigativo do Senado que trabalhava no escândalo Watergate, admitiu que todas as ligações telefônicas de Richard Nixon e a maioria de suas conversas privadas haviam sido gravadas por técnicos do serviço secreto desde a primavera de 1971.
Esta declaração mostraria que Richard Nixon estava a mentir quando afirmou não saber nada sobre o assalto, em Junho de 1972, ao Watergate, o edifício de Washington que alberga a sede do Partido Democrata.
O Washington Post lembrou na segunda-feira que Alexander Butterfield não gostou de ser lembrado como “o homem que revelou a existência das fitas” e se sentiu dividido entre seu desejo de respeitar o presidente e sua necessidade de ser honesto com os investigadores.
O jornalista Bob Woodward, que ajudou a descobrir o incidente de Watergate para o Washington Post com o seu colega Carl Bernstein, descreve no seu livro “The President’s Men” como assistiu entre lágrimas ao discurso de despedida de Alexander Butterfield a um membro do pessoal da Casa Branca após o anúncio da demissão de Nixon.
“Eu não conseguia acreditar que as pessoas estavam chorando naquela sala”, disse Woodward. “Claro que foi triste. Mas a justiça foi feita. Fiquei muito feliz por dentro. Foi isso que fiz. Fiquei muito feliz.”




