Ataques iranianos: a França está pronta para “juntar-se” à defesa dos países do Golfo e da Jordânia
A França está “pronta para participar” na defesa dos estados do Golfo e da Jordânia, alvo dos ataques iranianos, “de acordo com os acordos que a vinculam com os seus parceiros e com o princípio da autodefesa colectiva”, anunciou segunda-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros francês.
“Aos países amigos (Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Iraque, Bahrein, Kuwait, Omã e Jordânia) que são deliberadamente alvo de mísseis e drones da Guarda Revolucionária e arrastados para uma guerra da sua própria escolha, a França expressa o seu total apoio e solidariedade. Está pronta a participar na sua defesa (…)”, disse Jean-Noël Barrot numa conferência de imprensa.
“Aproximadamente 400 mil franceses residem ou transitam por uma dúzia de países da região”, acrescentou o ministro. “Tanto quanto sabemos, nenhuma vítima francesa foi relatada nesta fase”, acrescentou.
“O nosso sistema já está organizado localmente para facilitar os desembarques sempre que possível, o que não acontece em todos os países envolvidos”, explicou.
O ministro apelou à “desescalada”. “A escalada militar precisa ser interrompida o mais rápido possível”, repetiu. “Prolongar as operações militares indefinidamente sem um objetivo específico arrisca uma espiral que arrastará o Irão e a região para um longo período de instabilidade”.



