A Agência Internacional de Energia (AIE) deveria “abandonar” o seu trabalho sobre as alterações climáticas para se concentrar na segurança energética, disse o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, na quarta-feira.
“Quero angariar o apoio de outras nações nesta nobre organização para trabalhar connosco para forçar a AIE a abandonar as alterações climáticas. Isto é política”, disse Wright numa reunião ministerial em Paris.
No passado, o ministro ameaçou retirar os EUA da AIE, a menos que reformasse a forma como opera.
A organização da OCDE, IEA, sediada em Paris, que foi fundada em 1974 para encontrar soluções para os problemas de abastecimento de ouro negro dos países ricos após a crise do petróleo, sofreu uma mudança marcante nos últimos anos com os seus cenários e relatórios que descrevem o declínio dos combustíveis fósseis e um enorme boom nas energias renováveis. Um deles, que explicava o caminho a seguir para alcançar a neutralidade carbónica, chamou a atenção especialmente no sector dos hidrocarbonetos.
A AIE foi criada “para se concentrar na segurança energética”, disse Wright na sede da OCDE.
“Esta missão é muito mais importante e estou aqui para exortar todos os membros (da IEA) a continuarem o foco da IEA na segurança energética, uma missão que é absolutamente decisiva para a vida e para o planeta”, acrescentou o homem que fundou uma empresa especializada em fracking, um método poluente de extração de hidrocarbonetos.
Antes disso, o Diretor Executivo da IEA, Fatih Birol, insistiu que a agência com sede em Paris era uma organização “orientada por dados”.
“Somos uma organização apolítica”, acrescentou.



