A Venezuela lançou um projeto piloto para vender gasolina de alta qualidade pelo dobro do preço do combustível normal, depois de o país ter tradicionalmente vendido a sua gasolina a preços muito baixos, disseram fontes da indústria na quarta-feira.
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A gigante petrolífera estatal PDVSA ainda não anunciou oficialmente o programa, mas o combustível “super premium” já está à venda em oito postos de gasolina em Caracas. O programa coincide com a abertura do sector petrolífero ao sector privado, após a captura do Presidente Nicolás Maduro pelos EUA, em 3 de Janeiro.
A gasolina na Venezuela já foi a mais barata do mundo. No entanto, o país tem lutado com problemas recorrentes de fome há anos devido a deficiências de refinação.
Maduro tinha fixado os preços atuais em 2020: a gasolina é vendida a particulares a 50 cêntimos o litro, a outra é subsidiada, vendida praticamente de graça num número limitado de postos (com licença de compra) e onde as filas são longas.
“Superpremium” agora é vendido por US$ 1 o litro.
O aumento dos preços da gasolina sempre foi um tema delicado na Venezuela, depois da explosão social “Caracazo” em 1989, desencadeada pela recusa do reajuste de preços, que resultou oficialmente em 300 mortes.
Em 2016, Nicolás Maduro permitiu aumentos de preços pela primeira vez em duas décadas, que desapareceram com a inflação. Depois veio a atual tarifa de 2020, que coincidiu com a dolarização não oficial do país.
A presidente interina Delcy Rodriguez, vice-presidente de Nicolás Maduro, rompeu com o legado de Hugo Chávez ao reformar a lei dos hidrocarbonetos em Janeiro, numa tentativa de atrair capital privado.



