Os destroços de um navio da marinha sueca do século XVII são visíveis em Estocolmo desde o início de fevereiro devido a uma queda sem precedentes no Mar Báltico.
No coração da capital sueca, as ripas de madeira do casco do navio erguem-se acima da água, revelando um naufrágio bem preservado.
“O naufrágio aqui é um navio que a marinha sueca afundou deliberadamente, provavelmente por volta de 1640”, disse à AFP Jim Hansson, arqueólogo do Vrak, o museu de naufrágios de Estocolmo.
Após inúmeras missões no Mar Báltico, a marinha sueca decidiu utilizá-lo como base para uma nova ponte nesta área, localizada perto da ilha de Kastellholmen, no centro da capital sueca.
“A solução foi usar a própria casca, de carvalho, que é uma árvore muito durável, em vez de madeira nova. Não há vermes marinhos no Báltico que corroam a madeira, então como vocês podem ver a madeira pode durar 400 anos”, afirma o especialista.
Os destroços foram descobertos em 2013, mas segundo o arqueólogo nunca foram tão visíveis, pois o Mar Báltico atingiu o seu nível mais baixo no século passado.
“Durante muito tempo houve alta pressão na região nórdica. Portanto, a água do Mar Báltico foi empurrada para o Mar Escandinavo e o Oceano Atlântico”, afirma.
O nome do navio não pôde ser determinado com precisão porque cinco naufrágios datados do final do século XVI e início do século XVII foram listados na mesma área para formar a ponte.
Está em curso um programa de investigação denominado “Frota Perdida” para identificar e datar com precisão os destroços de vários navios militares suecos que afundaram no fundo do Báltico.








