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Transmissão de vídeo de advogado argentino detido na Venezuela

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O advogado argentino German Giuliani, detido pelas forças de segurança venezuelanas desde maio de 2025, disse temer pela sua vida num vídeo gravado pouco depois da sua detenção, mas publicado no sábado.

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“Temo pela minha vida, tenho medo de não conseguir”, disse Giuliani em um vídeo publicado pelo canal argentino TN, ao qual sua família teve acesso.

A esposa do alemão Giuliani, Virginia Rivero, disse à AFP que estas imagens foram gravadas num telemóvel num centro de detenção de Caracas “em junho de 2025”.

O então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi sequestrado junto com sua esposa durante uma operação militar dos EUA em Caracas, no dia 3 de janeiro.

O advogado de 49 anos estava na Venezuela a negócios quando foi preso entre 21 e 23 de maio sob acusações de tráfico de drogas e terrorismo.




Foto da AFP

Desde então, esteve detido em diversos lugares e, até onde conseguiu contato com sua família nos últimos dias, encontra-se atualmente no presídio de alta segurança de Yare II, no estado de Miranda.

Em 8 de janeiro, a presidente interina do governo venezuelano, Delcy Rodríguez, prometeu que “muitos prisioneiros” seriam libertados.

Contudo, segundo diversas ONG, apenas 150 das mais de 800 pessoas detidas por razões políticas foram libertadas.




Foto da AFP

“Estou preso em algum lugar aqui na Venezuela há mais de uma semana. Fiquei em confinamento solitário por uma semana. Ninguém me disse nada”, explica o advogado no início de sua mensagem, acrescentando que “nenhum cidadão no mundo merece passar pelo que passou”.

“Tenho a sensação de que aqui não tenho direitos e eles farão comigo o que quiserem ou quiserem”, condenou.

Sua esposa explicou que recebeu o vídeo de um usuário anônimo do Instagram “há cerca de 10 dias” e depois excluiu sua conta.

“Decidimos partilhá-lo agora, pensamos que ajudará a preservar a língua alemã”, acrescentou.

Giuliani não é o único alemão argentino preso na Venezuela. Segundo o governo argentino, a Gendarmaria Nahuel Agustín Gallo foi presa quando chegou à Venezuela pela fronteira terrestre com a Colômbia em 8 de dezembro de 2024, para se juntar ao companheiro e ao filho.

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