Um grupo de democratas eleitos pediu na quinta-feira à agência de proteção ao consumidor (FTC) do governo dos EUA que investigasse a Trump Mobile, uma empresa fundada por dois dos filhos do presidente dos EUA.
De acordo com a NBC News, a senadora Elizabeth Warren e seus outros 10 colegas na Câmara dos Representantes e no Senado estão curiosos sobre o telefone “T1”, apelidado de “Trump Phone”, que está previsto para ser lançado em agosto, mas a primeira cópia ainda não foi entregue.
Desde o anúncio em junho, os americanos puderam reservar dispositivos pagando um depósito de US$ 100 ao Trump Mobile.
A empresa anunciou inicialmente que o dispositivo seria “100% fabricado nos EUA”, mas esta declaração não foi incluída em seu site há vários meses.
A data de lançamento do telefone também foi adiada várias vezes desde o verão e, segundo a mídia americana, está agora prevista para o “primeiro trimestre de 2026”.
Numa carta à FTC, os responsáveis eleitos questionam as práticas publicitárias da empresa e as potenciais diferenças que o produto acabado terá em relação ao produto originalmente anunciado, citando práticas de “publicidade falsa” que se baseiam em promessas que não são cumpridas depois de o cliente pagar um depósito.
Os laços da empresa com o presidente Donald Trump também foram questionados.
“A resposta da FTC a qualquer violação das leis de proteção ao consumidor por parte da Trump Mobile servirá como um teste crítico à independência e ao compromisso da FTC com a sua missão de ‘proteger o público de práticas corporativas injustas’”, diz ele.



